A depressão dos caminhos por onde passavam os burros, as mulas de carga, sob o comando do homem, eram provocados, lavados a cada temporal... até mesmo os cascos e "rampões" das ferraduras ao mover os animais removiam a terra em um grosso caldo de barro, escoando morro abaixo; provocando nos trieiros uma vala limpa de mato, fazendo-se de artéria, entre as matas e os cerrados, entre lugares e lugarejos...

Nesse movimento de vai-e-vem, nessa época, os "homens de negócio" encontravam-se e faziam suas barganhas, trocavam idéias, faziam política, davam recados enfim, trocavam cultura em Cocais, local conhecido como ponto de encontro dos caixeiros viajantes, tropeiros, gente do mundo.
Tudo isso e mais algumas coisas são devidas ao fato de o vilarejo da então Cocais ser um local tão estratégico-
(
ver mapa)- estrada real, circuito do ouro, roteiro do Caraça, centro de produção agropecuária, etc.., numa época em que o ouro era a moeda e o "fardo" da vez.

São denominações dadas ao local onde os tropeiros arranchavam, pousavam, descansavam com seus animais, dando-os de comer no paiol e pastagens depois de longas e longas caminhadas no lombo carregado de mercadorias, é claro!... os viajantes, mascateiros, caixeiros, fumeiros (vendedor de fumo), fardeiros (carregadores de fardos de algodão), também faziam uso dos estaleiros, como mostra o mosaico de fotos nas cercanias de Cocais.