Esta página tem como objetivo levar ao conhecimento de todos, a arte, a maravilha de uma alimentação saudável, que pretendemos mostrar. Um pouquinho da comida que vem sendo apresentada na Pousada das Cores.
Um trabalho de pesquisa e criatividade que está agradando muito. Também vamos tentar mostrar através de pesquisas, sem pretensão de um trabalho científico mas sim de descobertas interessantes através da história da evolução da culinária e como se sucedeu a interferência cultural gastronômica no mundo.

 

O homem tem se tornado senhor da ciência, da tecnologia...
Descoberto caminhos que até os deuses duvidam em todos os campos: na medicina, na economia, na indústria, no mecanicismo, etc... etc..., na alimentação vem se aperfeiçoando, simplificando, criando novos sabores, cores, introduzindo novos elementos. Porém, cada vez mais, distancia do principal objetivo -- a saúde!!!
Deveras, o alimento ficou mais prático, higiênico e criativo, mas o substancial tornou-se artificial, a moda agora é fazer suas matrizes em laboratório, em embalagens bonitas, as vezes semi-prontos...

 

O alimento de hoje tornou-se uma faca de 2 gumes: alimenta mas pode nos matar. Li não sei bem onde, que cada um vive, pensa, imagina e age em função do que come e que isso não consegue fugir das leis da natureza. Daí, talvez, quem sabe, a cultura alimentar explica

a atitude de um povo... de um indivíduo... Acredito na mudança desta situação - seu alimento - seu veneno - para o que Hipócrates - grande filósofo grego disse acima em destaque: "Teu remédio pode ser teu alimento - sem interferir no seu cultural alimentar. Por exemplo: uma feijoada mais leve: aferventar seus ingredientes ou retirar o excesso de gordura com suco de limão ou uma dose de vinagre. Legumes também vão muito bem na feijoada (abóbora, batata, cenoura, vagem, cebola...). A farofa pode ser de legumes: beterraba, cenoura, cebola, cheiro verde... Quer dizer, você não viola o direito da tradição culinária brasileira e ganha saúde. Experimente. Viva feliz e sem culpa!

A história da cozinha também teve a participação de personagens que fizeram a nossa história...
Vasco da Gama, Cristóvão Colombo, através de suas andanças, entre os continentes, introduziram diversos chás e condimentos nos hábitos alimentares de seus habitantes. Na Europa, a introdução do açafrão, a pimenta-do-reino, a noz moscada entre outros, foi feito por estes descobridores de continentes. Pedro Álvares Cabral foi o responsável pelos primeiros hábitos alimentares aqui no Brasil, interferindo na cultura dos índios. Essas especiarias são autênticos causadores da evolução alimentar. Da Índia, Marco Polo foi o responsável por constituir capítulos interessantes na história da economia, através do seu interesse pelo tráfico de informações em especiarias daquela culinária.Com isto, provocou uma verdadeira revolução comercial

Catarina de Médici era mulher de Henrique II.
Nascida em Florença, na Itália, descendente da célebre família dos Médici. Mulher forte no comando, além de dedicar-se à culinária, era dada também às práticas ocultistas e mágicas, características que a colocavam em posição de mulher forte no poder.

e econômica desde então. Catarina de Médici foi outra personagem que provocou agito, introduzindo na corte do rei Henrique II, os célebres cozinheiros italianos, autores de lições de culinária, causando disputa entre a nobreza francesa.

Neste castelo, situado no Vale do rio Loire, sul de Paris - conhecido como o "jardim da França", era o palco dos banquetes da rainha Catarina e suas experiências gastronômicas... A postura do casal foi herdada pelo rei Francisco I, pai de Henrique, tão logo este chegou da guerra de muitos anos na Itália. A partir de então, Francisco I, junto com outros reis, passaram a valorizar a culinária, a elegância, a cultura, a pompa... 
Daí, buscaram na Itália, profissionais destas áreas para dar início a uma nova etapa e fazer surgir a era da Renascença Francesa.

 

À partir daí, a movimentação dos "mestres-cucas" começou a receber o amparo legal, mais tarde, resultando em direitos legais reconhecidos até pelo rei Luiz XII, autor de vários benefícios a estes profissionais. Devido a essa proteção, o rei recebeu o título de fundador da cozinha moderna - tipicamente francesa. Foi à partir da revolução francesa que os cozinheiros começaram a receber os benefícios e a tirar proveito deles, ganhando mais liberdade de "criação culinária". Daí, surge um modismo entre os grãos senhores da fidalguia, a disputa pelos melhores profissionais. Era motivo de projeção para famílias ter um cozinheiro de fama reconhecida. 
A própria filha do rei Luiz tornou-se exímia cozinheira. Seus dotes culinários a tornou famosa, principalmente depois da criação do "Pão de Orleans". Passado um bom período, depois da Revolução Francesa, já no comando de Napoleão Bonaparte, a arte culinária teve um novo impulso com a idéia de que se pode ganhar o homem pela boca. Napoleão, homem esperto, passa a conquistar figuras ilustres com almoços de grande estilo, despertando em outros figurões políticos a caça de cozinheiros de grandes dotes.
Os resultados de tudo isso foram além do que se podia imaginar. Não só os profissionais de culinária ganharam fama e promoção, como também a cozinha francesa desponta e passa a ser conhecida e aclamada também fora do país.
À partir desse espetáculo culinário, a cozinha francesa passa a ser reconhecida internacionalmente.

 

Assim como os condimentos, os chás também foram responsáveis por interferir em outras culturas alimentícias.

Exemplo, podemos citar o que ocorreu aqui em Cocais, no período em que o Barão de Cocais era um dos homens mais ricos e influentes da colônia. Nesta época (século XIX) surgiu o chá-da-índia na cultura alimentar dos cocaienses. A dedução é que a erva foi trazida pelas famílias inglesas que aqui chegavam com a intenção de explorar as minas de ouro da região. Eles ficaram em Cocais, porque era uma terra de muita fartura de agropecuária cercada de ouro.

 

A interferência acentuou talvez com a família inglesa do sócio do Barão de Cocais, Edward Keller Oxford. Este, por sua vez, era o responsável pelas transações do Barão com o capital inglês. Dizem que era comum as famílias inglesas tomarem chá na parte da tarde, atitude que veio a incentivar as famílias cocaienses. Tomar o chá com quitandas, principalmente com o biscoito de polvilho, que é tradicional na região. Suas folhas são tenras, sem cheiro e produz frutos com sementes. Alguns filhos de ingleses alegam que era usado em substituição ao chá-preto.

Na época (no período colonial) a Índia era colônia da Inglaterra, portanto deduzimos: os ingleses que aqui moravam e exploravam as minas de ouro foram os responsáveis pelas plantações deste chá aqui em Cocais.
Contam os mais velhos, que haviam muitos pastos com pés desta erva, inclusive o maior pasto, chamado Chá da Erva, pertenceu à família do Tostão (ex-jogador do Cruzeiro e Seleção Brasileira).
Atualmente são raros os pés do chá, que deu lugar ao capim Braquiaria para gado. Agora várias pessoas da região estão tentando resgatar este hábito que faz tão bem à saúde.

Em tempos de FOME ZERO, lançado pelo presidente Lula, é hora de despertamos para a reciclagem e a valorização do custo econômico. Aqui citamos algumas receitas que já vem sendo desenvolvidas na POUSADA DAS CORES a alguns anos. Tem agradado, faz bem, é gostoso e muito prático.
Clique aqui e veja uma matéria publicada no jornal ESTADO DE MINAS referente à cozinha experimental em Cocais

Procissão de monges na praça São Marcos - Veneza/Galeria da Academia: G. Bellini