Coitadinho do pato, pelo menos aqui no Brasil, ele é renegado, e faz jus, a velha estorinha do patinho feio. Digo isso, porque: de todos as aves domésticas ele é sempre o esquecido. Se quer, entra na concorrência com o peru, o chestter e o frango, na mesa. Nunca vi um pato na ceia de Natal ou Reveillon e, olhe! que ele não cisca pra trás... diz a lenda - não deve comer ave nesta data para a vida não andar pra trás.

Ganhou forma de desajeitado, borrão, é lembrado pejorativamente, nas brincadeiras: quer chamar o jogador ruim de futebol o chama de pato; pessoas fanhosa é pato, cantor rouco é pato, aquele que é designado para pagar a conta, sozinha, é pato, quem levar a pior - paga o pato. Coitado do Pato!!! Tudo isso, e mais alguma coisa, não será a culpa dos cientistas que, ainda não fizeram nada para melhorar sua performance e sua genética.
 


Criação de patos na Pous. das Cores

 

Esqueceram de mim – Quêm...Quêm...Quêm...
O peru, o chestter, o frango, todos já passaram pelo laboratório dos geneticistas...

Ainda bem, ele, o pato continua intacto, genuinamente natural, selvagem.
Talvez por isso a sua carne é tão saudável e apreciada. Sua postura é boa. Boa fartura de carne.

   

Em várias partes do sul do Brasil a
criação de pato e marreco é notável.
Criação em Pomerode/Santa catarina.

Verdade ou não, a lenda conta:

Dizem, dos infermos se alimentados com um bom prato de pato restabelece rápido; a mulher em convalência, apos o parto, é só tomar canja de pato ou a “patata” fica pronta. Se colocar, um ovo entre as pernas da pessoa acometida de uma doença grave, ele tem a capacidade de assimilar o mal daquela pessoa. Os fracos, é só tomar uma “copada” de ovo de pato batido com casca, caracú, leite condensado e canela, o resultado é vigorosidade. Para manter o vigor sexual é comer um ovo de pato por semana, e um pato por mês. Se é verdade não sei! Vale testar pra ver!!

     
     
      

Concorrência forte

Como se não bastasse tantas adversidades, o pato, agora tem uma forte concorrência – dos marrecos. Em especial o Marreco-de-Pequim. Que começa a ganhar espaço no Brasil, principalmente, no sul do país. Lá, existem até a Fenarreco - Festa Nacional do Marreco, em Brusque, Santa Catarina.

Eles são parecidos, chegou até a confundir os criadores e tradutores do Pato Donalt. Veja a confusão: na realidade o Donalt é mesmo um Marreco Donalt.
"Duck" em inglês é para designar emplumados, da qual insere o pato. O marreco, no mesmo idioma,  é chamado de "teal". Faça sua comparação conforme descrição nos textos do pato e marreco e verá o engano! Essa questão foi levantado pelo jornalista da revista Globo Rural - Ernesto de Souza.

O pato é mais horizontal, de calda mais longa e mais colorido, o conjunto cabeça e pescoço lembra uma interrogação, de preponderância avermelhada entre o bico e os olhos, não é tão elegante como o marreco (veja descrição na matéria do marreco).

Até os próprios bichos costumam se enganar. É comum um marreco cortejar as patas, alias, desconfio que sua preferência e pelas patas. Mas se observar, detalhamento, vai saber quem é quem...

Marreco

Pato ou Marreco ?

     
 

O preconceito sobre o pato é tão grande que para saber de sua história, tenho tido muita dificuldade, na própria internet não tem quase nada sobre o pobre bicho. Quem souber mais sobre o assunto, que nos compartilha, pelo e-mail cocais@pousadadascores.com.br

 
     

Eles gostam de cruzar na água...
 depois dançar na flor d`água


História


Falam que prata da casa não faz sucesso. Quem sabe por ser o pato latino-americano, (seu habitar natural, vai do sul do México ao norte da Argentina), o interésse é desmerecido. Agora é bom saber, enquanto nós o desprezamos, outros países como a França vem investindo alto na sua exploração.

Veja o que o monsieur Alban Labam - criador e empresário no ramo de beneficiar os produtos que o pato oferece, diz: em 1970, pesquisadores constataram quantos benefícios dos ácidos graxos insaturados na nossa alimentação. Este ácido tem o objetivo de combater o ácido saturado,  exemplo: os encontrados na gordura e manteiga de alguns animais, esse ácido melhora a taxa de colesterol (LDL). Tal, como o Azeite de Olívia funciona, segundo pesquisa científica já constatada e amplamente divulgada.

Os produtos do pato, entre eles a gordura e o foie gras (fígado gordo do qual se faz o famoso patê tão consumido pelos franceses). Dos 95% desta iguarias são produzidos na França, dos quais 90% deles os próprios franceses consomem.

Para mostrar a importância desse alimento, neste país, estudos nos revelam: no sul da França, onde consome mais os produtos de pato, morre menos de acidentes cardiovasculares e de câncer - as duas principais causas de morte na França; A esperança de vida no sul é de 74,5 anos contra somente 69,7 anos no norte. Portanto, faz jus, o entusiasmo de monsieur Labam de orgulha-se de ser apiculturista e propagandista dos produtos do pato.

     
     
 

“Coma conservas de pato, Cassoulet e foie gras, eles contém gorduras não saturadas,
excelentes para a saúde” (dizer francês)

 
          

Na Pousada das Cores estamos cuidando e desenvolvendo uma culinária com o pato com muito sucesso. Breve estaremos, disponibilizando cardápios e mais informações sobre as experiências sobre o pato.

 

O pato é objeto retalhação entres
os Estados Unidos e a França.

Os americanos proibiram a entrada de foie gras nos Estados Unidos, uma retalhação contra a proibição dos franceses de não permitir, por enquanto, a entrada de frango americano na França (devido a gripe do frango) - fevereiro de 2004..

Quando filhotes quase não
se destingüe se é Pato ou Marreco

 

“Pronuncie aos franceses as palavras: foie gras e de repente,
os rostos se iluminam!!! (dizer francês)

 
 

Clique para ver o texto sobre o Marreco
Clique para ver uma reportagem sobre patos e marrecos

 

Texto e Fotos :: Everton de Paula
Imagens do Pato Donald :: site http://planetadisney.tripod.cl