Barão de Cocais, cidade conhecida como "Portal do Caraça" foi fundada em 29 de agosto de 1704, pelo bandeirante português 
Manoel da Camara Bittencourt, que fincou a cruz de malta no local onde está construída a Capela São Benedito. 
O primitivo nome de São João do Presídio Morro Grande foi dado porque o arraial nasceu no sopé de novas minas de ouro na região de Gongo Sôco.

A notícia do metal amarela abundante atraiu novos habitantes, casas foram edificadas ao longo das voltas do rio São João, surgindo o bairro dos Macacos, núcleo principal de Morro Grande. Em 1764, teve início a construção da atual Matriz de São João Batista, primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho, que esculpiu em pedra-sabão a imagem de São João, em cima da porta de entrada e projetou o conjunto da tarja do arco-cruzeiro no interior da igreja. Foram necessários 21 anos para se concluir o templo, cuja fachada é uma das mais belas de Minas Gerais.

No povoado de Socorro, está a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, construída em 1737 e considerada a mais antiga do município. Pinturas singelas e altares coloniais dão o destaque de seu estilo jesuítico. Marca a chegada dos bandeirantes chefiados por Borba Gato. Próximo de Socorro, está a mina do Congo Sôco, que pertenceu a família Bittencourt e mais tarde, ao Barão de Catas Altas, João Batista Ferreira Chichorro de Souza Coutinho, que a vendeu para os ingleses, que fundaram uma aldeia britânica nos trópicos. Construíram pontes de pedra, casario de pedra, fundição de ouro e deixaram um Cemitério dos Ingleses, com epitáfios escritos ao estilo de Shakespeare. Ainda, na estrada de Socorro, localiza-se a Fazenda da Venda do Morro, o ponto central de uma lenda, onde um gato matou o padre Antonio Tavares de Barros. Nesta fazenda, Dom Pedro II, em 1881, deliciou-se com caldo de cana e visitou a primeira fábrica de ferro da região.

Outra atração é a histórica Vila Colonial de Cocais, miniatura de Ouro Preto, onde nasceu e morreu o Barão de Cocais, José Feliciano Pinto Coelho da Cunha (1802-1869), militar, político e empresário, que deu nome a sede do município, Deputado-geral do Império (1830-1848), foi presidente da província de Minas Gerais (1835) e chefe da Revolução liberal de Minas, em 1842. Em Cocais, está a Igreja de Santana, edificada em 1769 chamando a atenção, por suas pinturas orientais feitas pelos artesãos de Macau. É folheada em ouro e no seu interior está a sepultura do Barão de Cocais. Mas, a principal atração da Vila Colonial de Cocais é a Pedra Pintada, com sua arte rupestre de 6 mil anos antes de Cristo. As suas 122 pinturas legíveis são semelhantes às das grutas de Lascaux (França) e Altamira (Espanha). E próximo ao sítio arqueológico, está a cachoeira da Pedra Pintada, com várias quedas d'água, cercada por orquídeas, velósias, e canelas-de-ema. Vale a pena conhecer Barão de Cocais, situada próxima ao Colégio do Caraça, 26 km.

Uma viagem ao Caraça vale uma visita à Minas, disse Dom Pedro II. E quem bebe das águas das Três Bicas, sempre retorna a Barão de Cocais, portal do Caraça.