Brumal distrito de Santa Bárbara originou-se aproximadamente 1701, quando o Bandeirante Antônio Bueno descobriu as minas situadas nas fraldas da Serra do Caraça. As minas do antigo Brumado, que a princípio se mostraram pobres, se tornaram mais generosas com os que nela acreditaram, pois sua povoação se consolidou, cresceu e acumulou riqueza suficiente para erigir a sua rica capela, sob a invocação de Santo Amaro. A população local se manteve economicamente estável nesta primeira metade do século XVIII, porém, findo o ciclo do ouro, advém a estagnação econômica e a decadência urbana.
Em 1837 a localidade registra uma população dedicada à pequena lavoura e à criação de gado para subsistência, quadro inalterado em todo o século XIX .

Depois de nomes como Barra Feliz e Brumado passou a chamar-se definitivamente Brumal pelo Decreto Lei nº 1058 de 31/12/1943.

Matriz de Santo Amaro e a Praça do Chafariz são os elementos compositivos principais do espaço central. Compõem a malha urbana, com interesse de preservação, a Rua Pequena, a Rua da Praia e a Rua dos Passos, outro monumento religioso da localidade.

O conjunto do casario mantém a tipologia tradicional, simples e rústica, dos aglomerados rurais.
Nas década de 50 e 70 deste século, a Igreja Matriz de Santo Amaro passou por obras de recuperação setrutural empreendidas pelo IPHAN-Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

A capela-mor, com cenas bíblicas, é única na arte mineira da primeira metade do século XVIII, com a supremacia do pictórico sobre a talha, ao contrário do usual. Seu forro, assim como o da nave, foi substituído, havendo informações de que o original possuía policromia representando o Divino Espírito Santo, no medalhão central.

O retábulo do altar-mor, em estilo joanino, possui quatro colunas torsas sustentadas por crianças-altlantes e coroamento em cartela com anjos. Os retábulos da nave, também ao gosto joanino, possuem corpo único. O do Evagelho é dedicado a Nossa Senhora das Dores e o da Epístola ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1739 estavam instalados mo tempo, juntamente com o retábulo do altar-mor.

Os painéis parietais da nave possuem decoração pictórica com cenas relativas à vida da Virgem Maria.
   
A capela-mor apresenta dois painéis parietais de cada lado. No lado do Evangelho, Santo Amaro salva Plácido da lagoa e, ainda criança, é entregue ao mosteiro beneditino para ser educado. No lado da Epístola, Santo Amaro é sagrado bispo e, postado em uma das extremidades, benze pessoa ajoelhada. Os painéis inferiores possuem decoração filigranada em conchas, angras e volutas e tarja central com inscrições dourados.

O arco-cruzeiro apresenta pintura em marmorizado, com tons de vermelho, azul e ocre e frisos latinas.

Tombada pelo IPHAN em 1941, a Igreja Matriz de Santo Amaro de Brumal é uma das mais significativas edificações religiosas da Minas colonial.
As cavalhadas são festas que vêm da Idade Média representam a luta entre Cristãos e Mouros, portanto de cunho nitidamente religioso. Na cavalhada há desfile de cavaleiros, corridas e jogos, acompanhados por um conjunto musical.

Conta-se que o Sr. Jorge da Silva Calunga fez uma promessa a Santo Amaro e, se a graça fosse alcançada, faria em Brumal a mesma festa de sua terra, Morro Vermelho, distrito de Caeté.
Conseguiu a graça e realizou a primeira Cavalhada em Brumal, no dia de Santo Amaro, no ano de 1937.
Hoje a festa é um teatro de grande palco, onde os cavaleiros entram de calça preta, camisa branca, vistosa capa acetinada nas cores azul e rosa e capacete brilhante. Seus cavalos são enfeitados com fitas e flores artificiais coloridas. Este conjunto dá ao evento um colorido feérico e um visual deslumbrante.

O público contribui de maneira definitiva e participativa, fazendo com que manifestações como estas não caiam no esquecimento tornando-se folclore.