A cidade de Caeté, berço da primeira Matriz construída em pedra, com risco atribuído a Manuel Francisco de Lisboa, pai do Aleijadinho. Entre tantas atrações culturais de Minas Gerais, Caeté desponta como cidade incluída no circuito do ouro, mas sem projeção no circuito do turismo nacional, o que favorece ainda mais o visitante em busca da preciosidade do barroco mineiro aliada ao sossego e a tradição hospitaleira do interior. Localizada próximo à Cocais (pela asfalto 39 km e por terra 18 km. Ver mapa),dois grandes centros de produção auríferos do século XVIII, Caeté, nome indígena que quer
  dizer mata fechada, mata virgem, oferece ao visitante uma variedade de atrativos culturais, a começar pela Igreja Matriz de Bonsucesso, construída a partir de 1756 e que apresenta uma ampla e espaçosa nave cercada por oito altares laterais de madeira e ouro. Alguns historiadores acreditam que foi na Matriz de Bonsucesso que Aleijadinho, então com 20 anos, teria começado o aprendizado em entalhamento e onde estaria sua primeira obra: uma imagem de Santo Antônio. A igreja abriga ainda um rico e importante acervo em imaginária, como a escultura de São Miguel Arcanjo, uma das mais expressivas e bem talhadas do templo. Mais um belo exemplar do barroco mineiro que pode ser visto em Caeté é a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, cercada por um cemitério que, segundo a lenda, teria se formado no século XVIII. Era corrente na época que os corpos enterrados dentro do templo seriam santificados, mas como o espaço esgotou-se rapidamente, acreditavam que, se os mortos fossem sepultados no terreno ao redor da igreja, seriam consagrados da mesma forma que aqueles enterrados em seu interior. Um dos primeiros documentos referentes a essa igreja cita a data de 1732, na qual a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário efetuou pagamento a Manoel dos Reis, pela execução da talha dourada do altar da santa. É uma das pequenas igrejas mais ricas de Minas. A igrejinha, situada no topo de uma colina, que se atinge por escadaria nobre e da qual se tem uma linda vista da cidade, possui mausoléu, em frente, as sepulturas dos políticos João Pinheiro da Silva, que foi o presidente de Minas (1906) e Israel Pinheiro da Silva, ex-governador de Minas, nascido em Caeté.
Na rua da chapada morava Manoel Rodrigues. Era um português viúvo, velho, rico, avarento e grosseiro.Tinha uma filha chamada Deolinda.  Conta a história que por ocasião da desobriga, o padre Henrique  negou a absolvição à moça. Estava com 19 anos. Era muito bonita, mal-educada e cobiçada por muitos.
  Jacques de Aguiar é um moço de 24 anos, pilantra e vagabundo, mas muito bonito.Seduziu a moça e depois a abandonou. Essa gritou na Igreja, no meio de todos, que o padre a solicitara. O pai chamou a polícia e o padre foi preso na hora. Foi levado para o Rio de Janeiro e, depois, para o Tribunal do Santo Ofício de Lisboa e daí, direto para a cadeia. Ao desembarcar para Portugal, um amigo lhe disse: Vigário, tenha fé na mãe de Deus, faça uma promessa a senhora do Bom Sucesso e a verdade há de se descobrir... promete edificar-lhe um templo... Daqui pra frente entra a divina providência. Feita a promessa, a moça adoece.
Este a obriga a uma confissão pública e escrita diante dos membros da Câmara, diante do comandante, do Juiz, do escrivão e do povo. A moça morre cinco minutos depois. Enviada esta declaração ao Vice-Rei, no Rio, e na primeira frota para Portugal, o padre foi liberado no dia seguinte à sua chegada. Ao voltar, em setembro de 1740, o padre trouxera a imagem da Virgem, dando início à construção da igreja.
O sobrado que abriga o Museu Regional de Caeté foi construído na segunda metade do século XVIII e teve como um dos primeiros moradores o Capitão Eugênio Lopes Varela. Posteriormente o edifício teria pertencido a João Batista Ferreira de Souza Coutinho, o primeiro Barão de Catas Altas, senhor de minas de ouro, titulado por D. Pedro I em 1839, segundo tradição oral. Considerado o mais significativo exemplar da arquitetura colonial existente na cidade, a edificação se destaca pela sua implantação, com afastamentos nas laterais e localização entre casas térreas, o que lhe confere grande imponência. O museu também abriga objetos de arte popular e peças de arte sacra do período colonial. Construído no final do século XVIII, por volta de 1780, o nobre sobrado era conhecido como Casa Setecentista, servindo de residência para várias famílias ilustres. Entre as obras de seu acervo destacam-se um fragmento de uma pintura do século XVII, objeto mais antigo do museu, com apenas um ponteiro para marcar as horas certas.
 
Este solar pertenceu ao Barão de Cocais e também ao ilustre político João Pinheiro. A arquitetura mantém suas linhas tradicionais peculiares às casas senhoriais de Minas.