Rio Abaixo é um povoado que surgiu em 1720; às margens do Rio Santa Bárbara, aos pés da Serra do Catungui. As principais famílias vieram do Rio de Janeiro, Salvador, Guaratinguetá, São Paulo, Ouro Preto, Mariana, Caeté, Barra Longa, São Bartolomeu e um grande número de portugueses. Esses portugueses, deram origem às tradicionais famílias do povoado e deixaram como prova de sua influência a escolha do Padroeiro do Arraial de S. Gonçalo do Rio Abaixo: S. Gonçalo do Amarante, santo de nacionalidade portuguesa, festejado no dia 11 de fevereiro. As festas folclóricas, como a cavalgada, o congado de Nossa S. da Guia e a Corporação Musical Santa Cecília fazem parte da tradição local.
 
 

As principais atividades econômicas desenvolvidas no município são: extração de minério, agropecuária, apicultura, artesanatos, fabricação de doces e cachaça. Na agricultura se destacam as culturas do arroz e do milho, sendo o setor agropecuário o que mais absorve a mão-de-obra disponível. No entanto, a indústria extrativa mineral é representada por empreendimentos de maior porte, como a Mina de Brucutu, da Vale do Rio Doce.

 
   
 
  A população é pequena. Segundo último senso realizado pelo IBGE em 2000, conta com 8.442 habitantes, sendo 3.757 na área urbana e 4.685 na área rural. O crescimento populacional vem apresentando um quadro de estagnação demográfica, com um grau de urbanização muito baixo, bem abaixo daquele apresentado pelo conjunto do Estado de Minas Gerais.
 
  A capela de Nossa Senhora do Rosário (à esquerda) é um dos principais monumentos histórico-religiosos da cidade. Possui uma arquitetura similar às igrejas no Serro e em Sabará. Pertence ao período colonial, apresenta características do período do barroco, do 3º quartel do século XVIII..
  Com o objetivo de se transformar numa cidade turística, que faz parte do Circuito do Ouro, Rio Abaixo vem pesquisando sua história, redescobrindo suas raízes, sua cultura, transformando-se em um local ainda melhor de se viver e ainda mais agradável para seus visitantes. Além de suas riquezas naturais, a comunidade se destaca na religiosidade e nas artes, principalmente na música e na comida tradicional.
 
 
 

A estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental de Peti, de propriedade da CEMIG, está situada nos Municípios de São Gonçalo do Rio Abaixo e Santa Bárbara, a cerca de 8 km de Cocais. É banhada pelo Rio Santa Bárbara e devido a localização, no contraforte ocidental da Serra do Espinhaço, zona limítrofe entre a floresta Atlântica e o Cerrado, é considerada uma área de transição importante. A estação desenvolve estudos de conhecimento da ecologia terrestre e aquática, monitoramento e manejo da fauna e flora, pesquisas de reprodução e reintegração de espécies em matas locais e em outras unidades de preservação do Estado e programas de educação ambiental. A vegetação predominante na região é a mata tropical. Como resultado de estudos nas áreas de fauna e flora foram identificadas 39 espécies de mamíferos, 256 espécies de aves, 24 espécies de anfíbios e 26 espécies de répteis, 556 espécies de insetos, 10 espécies de peixes e 502 espécies vegetais. São encontradas espécies ameaçadas de extinção, como a onça parda, a lontra, o guigó ou sauá, a onça pintada, o jacuguassu, o pavó e o jacaré-de-papo-amarelo. Um trabalho pioneiro está sendo realizado na Estação: é a reprodução em cativeiro do jacaré-de-papo-amarelo, sendo o primeiro do país a reintroduzi-lo em seu habitat.